Remédios e gás: A arma secreta de Balabam para se manter no Poder? Alô MP?

Remédios e gás: A arma secreta de Balabam para se manter no Poder? Alô MP?
Publicado em 16/03/2025 às 22:11

Redação

Na manhã de domingo (16), o prefeito Mariano Balabam, acompanhado de sua equipe e lideranças políticas, oficializou a entrega da Ponte da Comunidade do Potreiro, na região do Pindaival.

A estrutura, agora reformada, representa um alívio para os moradores, que dependem dela para o escoamento da produção agrícola e o transporte escolar.

No entanto, a celebração foi ofuscada por questionamentos sobre a qualidade da obra e as declarações controversas do prefeito.

Em um vídeo que circula em diversos grupos de WhatsApp da cidade, Balabam ressalta a “união entre as duas comunidades” e se autodenomina um “oréia seca”, afirmando:

“Eu não sou dono de nada dentro do município, eu sou funcionário de vocês. Eu costumo dizer que o prefeito da cidade, ele é um oréceco, porque ele não tem direito a férias, não tem direito a décimo terceiro, não tem direito a nada. Ele tem o salarinho dele, na primeira semana já vai embora com algumas ajudas, para socorrer as pessoas, que muitas vezes pedem remédio, algum bujão de gás, famílias pobres, e eu gosto de ajudar.”

A fala do prefeito levanta sérias dúvidas sobre a legalidade de suas ações. A distribuição gratuita de remédios e botijões de gás, mencionada por ele, é vedada a agentes públicos, conforme a Lei nº 9.504/1997 que proíbe a “captação ilícita de sufrágio”, e o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou contra a utilização de recursos públicos para fins eleitorais ou de assistencialismo através da ultizaçao da Máquina Pública. Além das polêmicas, a gestão de Balabam é criticada pela falta de soluções efetivas para os problemas estruturais da comunidade.

A reforma da ponte, embora necessária, não aborda a questão do escoamento da água da chuva. Por que a prefeitura não instalou aduelas para permitir que o “córrego” siga seu curso normalmente? Essa omissão levanta questionamentos sobre a eficiência da administração municipal e seu compromisso com o bem-estar da população.

A narrativa de Balabam, focada na união e na ajuda, esconde a fragilidade de suas ações e suas promessas de assistencialismo não podem justificar a falta de investimentos adequados e a ausência de prioridades que atendam às necessidades da comunidade e a população precisa estar atenta para não se deixar enganar por discursos vazios e promessas que não se concretizam, pois como o próprio prefeito disse em campanha: ” a população de Rosário está cansada de barulho e mentira”.

As doações por agentes públicos, como Balabam, são regulamentadas por leis que visam evitar o uso de recursos públicos para influenciar eleições ou beneficiar a população somente em momentos críticos ou em períodos eleitorais. A Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei das Eleições proíbem a distribuição gratuita de bens e serviços, a fim de evitar abusos de poder.

A gestão de Balabam, marcada por polêmicas e questionamentos, exige uma análise crítica e vigilante. A população precisa cobrar soluções efetivas e não se deixar levar por discursos populistas. A responsabilidade e a transparência devem ser os pilares da administração pública, especialmente em ano eleitoral ou em períodos que antecedem alguma eleição, como as eleições gerais que irá ocorrer em outro de 2026.