Rosário Oeste: 100 dias de barulho e mentiras

Redação
Nos primeiros 100 dias da gestão do prefeito Mariano Balabam em Rosário Oeste, a população, incluindo muitos de seus apoiadores, demonstra crescente desilusão e falta de expectativas em relação a mudanças positivas na administração municipal.
Nas redes sociais e grupos de WhatsApp, é evidente o sentimento de frustração, mesmo entre aqueles que participaram ativamente de sua campanha.
Durante a campanha eleitoral, Balabam prometeu vender uma de suas fazendas para financiar a construção de uma faculdade na cidade. Contudo, até o momento, nenhuma propriedade foi colocada à venda e o projeto da faculdade permanece inexistente, gerando críticas e questionamentos por parte da população.
Interessante apontar, que as empresas que prestavam serviços que eram considerado pelo prefeito e apoiadores como suposto “esquema de desvio de dinheiro”, continua operando da mesma forma (Oscip Exata, RS Med e as empresas Viga, Integração, Transmax, e entre outras),ou seja, não ocorreu mudança nenhuma.
A gestão atual tem sido marcada por uma série de polêmicas e denúncias e investigações do Rosário Notícias apontam para um esquema de nepotismo cruzado envolvendo membros da Câmara Municipal e a administração, com destaque para o secretário de Governo, Alexandre Taques Lucena, conhecido como Alexandre do Bauxi, acusado de concentrar excessivo poder e influência, o que já foi denunciado no Ministério Público Estadual através da Promotoria Pública de Rosário Oeste.

Funcionários efetivos relatam retaliações e perseguições por parte de secretários desde o início da gestão, criando um ambiente de trabalho hostil e intimidatório.
Outro ponto importante é o RGA, prefeito não pagou e ainda cortou a insalubridade e outros benefícios de vários funcionários, crucificado muitas famílias.
O ex-vereador João Augusto de Arruda, conhecido como Tito da Forquilha, acusou recentemente o prefeito e o secretário de Infraestrutura Elton Buffon de utilizarem a secretaria como oficina particular para consertar uma caminhonete Toyota Hilux, supostamente de propriedade dele (Elton Buffon) ou de uma das fazendos do prefeito Mariano Balabam, levantando suspeitas de improbidade administrativa.

A população também tem enfrentado e sofrido com a escassez de remédios básicos nas unidades de saúde, comprometendo o atendimento e colocando em risco a saúde dos munícipes.
Outra denúncia apontou que uma camionete oficial foi flagrado na fazenda do prefeito, sugerindo uso indevido de bens públicos para fins privados.

A gestão do prefeito Mariano Balabam também já ficou marcada pela violência de gênero, declarações machistas e sexistas de alguns homens de sua confiança em áudios vazados durante um churrasco entre eles.
Esses áudios à época foram atribuídos alguns secretários municipais e revelaram ofensas dirigidas a diversas mulheres, incluindo a vice-prefeita Juliana Nunes, a vereadora Selma Anzil e a secretária de Finanças Leila Buffon, sem que medidas efetivas tenham sido tomadas pela administração ou pelo próprio prefeito Mariano Balabam.
O prefeito ainda tentou se apropriar do mérito pela conquista de recursos para a construção da Capela Mortuária, iniciativa que foi, na realidade, do vereador Professor Gilmar. Além disso, o prefeito Balabam tem evitado encontros políticos estratégicos, como ao se recusar a receber o deputado estadual Fabinho Tardin, do mesmo partido, devido à presença do ex-prefeito Joemil Araújo na comitiva.
A notícia da criação de mais uma secretaria municipal em Rosário Oeste soa como um insulto à inteligência da população, especialmente após o término do Decreto de Calamidade Pública assinado pelo prefeito Mariano Balabam logo após sua posse, alegando escassez de recursos, o chefe do executivo municipal justifica a necessidade de medidas drásticas, mas, em um movimento que beira o escárnio, propõe a criação da Secretaria Municipal de Planejamento (SMPLAN).

Este ato levanta sérias questões sobre a real situação financeira do município e a prioridade da gestão, que parece mais inclinada a expandir a máquina administrativa do que a sanar as supostas dificuldades financeiras que motivaram o decreto emergencial.
A justificativa para a criação da SMPLAN, conforme trechos do Projeto de Lei, reside na necessidade de “desmembrando-se a Secretaria de Administração e Planejamento, e criando a Secretaria Municipal de Administração e Secretaria Municipal de Planejamento na Estrutura Administrativa e organizacional da Prefeitura de Rosário Oeste – MT”.
A promessa de um planejamento mais eficiente e um desenvolvimento econômico impulsionado por uma secretaria dedicada parece vazia diante do histórico recente da administração. A população, que certamente sentiu os efeitos do decreto de calamidade, agora observa com ceticismo a súbita capacidade financeira para sustentar mais uma estrutura administrativa, com seu respectivo secretário e equipe.

A criação da SMPLAN, com a nomeação de um secretário e a estruturação de diretorias e coordenações, conforme detalhado no Artigo 7º, inciso III do projeto de lei, representa um custo adicional significativo para os cofres públicos. Em um momento em que a austeridade deveria ser a palavra de ordem, a iniciativa do prefeito Mariano Balabam surge como um tapa na cara da população rosariense.
A alegação de poucos recursos em caixa, que fundamentou o decreto de calamidade, contrasta fortemente com a aparente desenvoltura para criar e manter mais um aparato burocrático e a pergunta que paira no ar é: de onde virão os recursos para sustentar essa nova secretaria, se a justificativa inicial era a falta deles?
Diante deste cenário, a criação da Secretaria Municipal de Planejamento levanta dúvidas cruciais sobre a transparência e a coerência da gestão municipal. Se, como afirmado, o município enfrentava uma grave crise financeira, a prioridade não deveria ser a otimização dos recursos existentes e a busca por soluções para a calamidade declarada? A súbita proposição de expandir a administração com mais uma secretaria, com seus respectivos cargos e despesas, soa como uma inversão de prioridades, senão um descaso com a situação real enfrentada pela população de Rosário Oeste. A promessa de planejamento e desenvolvimento futuro parece pálida diante da contradição flagrante com as alegações passadas de penúria financeira.
Considerando a situação atual, é pertinente questionar: até quando a população de Rosário Oeste suportará tais desmandos? As promessas de campanha serão cumpridas ou continuarão sendo apenas palavras ao vento? A administração atual está realmente comprometida com o bem-estar dos cidadãos ou apenas com interesses particulares?



