Unidade entre base e oposição na Câmara de Rosário Oeste pressiona Balabam por nomeação de Secretário de Agricultura

Notícias Nobre
A sessão da Câmara Municipal de Rosário Oeste realizada na última segunda-feira (23) mostrou que o assunto mais quente da pauta não é novidade: a falta de um secretário efetivo para a Secretaria Municipal de Agricultura. E o que chamou atenção foi o incômodo de parte dos vereadores com a postura do prefeito Mariano Balabam (PSB), que insiste em comandar a pasta pessoalmente, mesmo com a secretaria localizada no centro da cidade, longe do Paço Municipal, o que, segundo críticos e parlamentares, dificulta o acompanhamento e a gestão eficiente.
Dos 11 vereadores que compõem o Legislativo de Rosário Oeste, seis manifestaram críticas claras e cobranças diretas ao prefeito sobre a situação da agricultura local.
A vereadora Selma Anzil (PSDB), da oposição, iniciou as críticas ao lamentar que o município, que ocupa a segunda colocação no ranking estadual da agricultura, não tenha avançado por falta de planejamento e liderança na pasta:
“Não adianta subir em palanque e dizer que vai trabalhar pela agricultura e, na prática, não nomear sequer um secretário para defender essa bandeira. Recursos estão sendo perdidos. Toda terça-feira, caem R$ 57 mil na conta do município e esse dinheiro vai para o caixa geral porque não temos o plano em execução”, afirmou Selma.

Ela ainda elogiou “a gestão de Nobres, comandada pelo prefeito Zé Domingos, que concede autonomia ao secretário de Agricultura, gerando melhores resultados”, e sugeriu que “Rosário Oeste faça um chamamento público para aquisição de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar”.
Também da oposição, o presidente da Câmara, vereador Amilson Neponuceno (UB), reforçou que o prefeito não tem condições de acumular a função e criticou o que chamou de “ego” na condução da secretaria:
“Segurar a pasta por ego ou porque tem experiência é um erro. Conhecimento ele tem, mas não tem tempo para dialogar com os produtores. Estamos perdendo recursos e oportunidades. Temos pessoas técnicas no município que podem assumir e fazer um bom trabalho”, salientou Neponuceno.

A vereadora Ângela Maria Godoes “Tetê” (PSDB), que embora eleita com base na oposição, tem se posicionado de forma independente, também endossou a necessidade de um secretário presente e atuante, ressaltando a falta de apoio em serviços básicos para os produtores rurais, como gradeamento, tratores e manutenção das pontes e estradas:
“O agricultor precisa de mais que discurso. Ele precisa de apoio concreto, de ações. E isso só virá com uma gestão ativa e competente na Secretaria, discursou Tetê.”

Curiosamente, a cobrança não ficou restrita à oposição. Vereadores da base do prefeito, como Maximar César (PP) e Altamir Nazário (PSB), manifestaram preocupação com a falta de um comando efetivo na pasta, reconhecendo que essa lacuna prejudica a articulação política e o recebimento de recursos.

Outro oposicionista, o vereador Professor Gilmar (PL), ressaltou a importância estratégica da agricultura para o município: “A agricultura é essencial para a economia e subsistência de Rosário Oeste e não pode ficar sem uma liderança comprometida, disse o parlamentar.”

Um ponto de crítica comum entre os vereadores foi o fato de que o prefeito Mariano Balbam, apesar de estar à frente da Secretaria de Agricultura, insiste em manter a gestão da pasta numa secretaria localizada no centro da cidade, distante do Paço Municipal, onde fica sua administração principal.
Os vereadores argumentam que essa distância física e a acumulação de funções do prefeito Mariano Balabam dificultam o acompanhamento próximo da secretaria, a participação em reuniões com produtores e conselhos, e a articulação de políticas públicas, resultando em perda de oportunidades para o município.
De forma incomum, a oposição composta por Selma Anzil (PSDB), Amilson Neponuceno (UB) e Professor Gilmar (PL), a base governista com Maximar César (PP) e Altamir Nazário (PSB), além da posição independente da vereadora Tetê (PSDB), demonstram um alinhamento claro sobre a urgência da nomeação de um secretário efetivo para a Secretaria de Agricultura.
Esse entendimento coletivo evidencia a gravidade da situação, que ultrapassa interesses políticos e atinge diretamente o desenvolvimento rural e econômico de Rosário Oeste.



