Irmão da ex-vice-prefeita Tânia Conrado é nomeado Secretário de Finanças e acende guerra interna na Prefeitura de Rosário Oeste

Irmão da ex-vice-prefeita Tânia Conrado é nomeado Secretário de Finanças e acende guerra interna na Prefeitura de Rosário Oeste
Publicado em 14/08/2025 às 10:53

Redação

O “caldeirão” político de Rosário Oeste voltou a ferver nesta semana com a nomeação de Osnil Conrado da Costa como Secretário Municipal de Fazenda e Finanças, oficializada pela Portaria nº 239/2025 em 13 de agosto de 2025.

Osnil é irmão da ex-vice-prefeita Tânia Conrado (Sem Partido). E essa decisão ocorre em um momento de intenso caos interno, marcado por disputas ferozes, ameaças veladas e jogadas políticas estratégicas.

Cerca de 15 dias atrás, a cidade já havia sido sacudida pelo pedido de exoneração de Flávio Loureiro (PSB), que havia assumido a Secretaria Municipal de Finanças em 31 de julho. O movimento fazia parte de uma disputa de poder que envolvia o secretário de Governo Alexandre do Bauxi e o casal Leila e Elton Buffon, com a rejeição ferrenha ao retorno do ex-secretário Roberto — aliado histórico do ex-prefeito Alex Berto — no centro do conflito.

Desde o início da gestão de Mariano Balabam, Flávio Loureiro direcionou aliados estratégicos para cargos-chave, incluindo seu assessor de imprensa Paulo Linhares, que trabalhou com ele durante o biênio 2023–2024, quando Loureiro presidiu a Câmara Municipal de Rosário Oeste. Paulo se envolveu em dois episódios com um veículo alugado pela Prefeitura, estacionado de forma irregular em frente a um bar de Cuiabá — um acidente em 12 de julho e outro incidente em 24 de julho. Exonerado e reintegrado dias depois sem explicações, Paulo se tornou símbolo de que informações sensíveis garantem privilégios dentro do governo.

Nos bastidores, Flávio pretendia dividir a responsabilidade da Finanças com Leila Buffon via Ato Delegatório, preparando terreno para assumir a Administração enquanto Roberto assumiria a Finanças. O casal Buffon, porém, resistiu e ameaçava expor irregularidades da gestão caso Leila fosse descartada da equipe. A tensão aumentou com a permanência de Paulo, que manteve a pressão sobre o prefeito e aliados.

Enquanto prédios históricos são demolidos e alianças antigas são reconstruídas, a velha política do toma lá da cá ressurge em Rosário Oeste, ressurgindo das cinzas como a Fênix. Entre trocas de cargos, ameaças veladas e manobras políticas, a cidade se tornou palco de improvisos e disputas internas, enquanto decisões estratégicas parecem motivadas por interesses de bastidores, e não pelas necessidades da população.

No meio desse turbilhão, a pergunta que ecoa nos corredores da Prefeitura é inevitável: Mariano Balabam ainda governa, ou apenas sobrevive às manobras e chantagens de seus próprios aliados?

Na gestão do prefeito Mariano Balabam, a frase mágica é clara: “Se me mandar embora, eu conto tudo”. Será que não estaria de mais ação do MP dentro do Paço Municipal pra descobrir, o que está de fato por de trás desta frase?