Júlio Campos chega em Rosário Oeste para “tirar satisfação” com secretário, e áudio vazado expõe crise política nos bastidores

Redação
A visita do deputado estadual Júlio Campos (UB) à Prefeitura de Rosário Oeste, nesta sexta-feira (15), que inicialmente parecia ser uma simples formalização de recursos para o município, escondeu uma verdadeira tempestade política nos bastidores. O que a matéria institucional da prefeitura tentou passar como uma “parceria amigável”, acabou se revelando um encontro tenso, marcado por cobranças e um jogo de poder velado.
Ao contrário do que foi divulgado, o verdadeiro motivo da vinda de Júlio Campos não era apenas para falar sobre verbas destinadas à cidade. O que motivou sua visita foi uma necessidade urgente de “tirar satisfação” com o secretário de Governo, Alexandre do Bauxi, sobre um áudio comprometedor que o deputado havia enviado a ele meses atrás. No áudio, Júlio Campos solicita que o secretário converse com o prefeito Mariano Balabam para viabilizar a contratação do ex-vereador Tito da Forquilha para atuar nas estradas vicinais com sua patrola.
“Ele não veio com cara de bons amigos”, afirmou uma fonte dentro da prefeitura. “O deputado estava ali para esclarecer a situação do áudio e pressionar o secretário. A visita foi mais sobre acertar as contas políticas do que sobre recursos para o município”, relatou esta fonte que participou da reunião com o deputado Júlio Campos.
O áudio, que circulou nas redes sociais e causou um alvoroço em Rosário Oeste, tem cerca de 90 dias, segundo Tito da Forquilha. O ex-vereador afirmou que o deputado tentou ligar para o prefeito Mariano Balabam, mas como o prefeito não tem WhatsApp e não atendeu à ligação, Júlio Campos decidiu encaminhar a gravação para o secretário Alexandre do Bauxi. O que se seguiu depois foi ainda mais explosivo: de acordo com Tito, o secretário não apenas recebeu o áudio, mas o compartilhou com outras pessoas, que rapidamente espalharam a gravação por grupos de WhatsApp, aumentando a tensão dentro do governo municipal.
O encontro na Prefeitura, que deveria ser apenas uma formalização de recursos e investimentos para a cidade, se tornou um campo de batalha política, com Júlio Campos buscando explicar e justificar o envio do áudio, enquanto o secretário Alexandre do Bauxi tentava se desvencilhar das consequências do vazamento.
Enquanto isso, a matéria institucional sobre a visita do deputado à prefeitura tenta desviar o foco da verdadeira história, destacando a “parceria” entre o executivo municipal e o deputado para investimentos em saúde e infraestrutura. Contudo, a realidade nos bastidores é bem diferente. O clima político em Rosário Oeste está mais pesado do que nunca, com a influência de Júlio Campos e seus aliados sendo questionada por aqueles que buscam preservar a autonomia do prefeito e de seus secretários.
Agora, a grande questão é: como o prefeito Mariano Balabam irá gerenciar essa pressão política? Quando ele conseguirá, realmente ter o controle das “rédeas” da Administração Municipal? Ou a crise gerada por esse áudio vazado irá marcar um ponto de inflexão na política local?



