“Assina ou fica sem nada”: Denúncias e relatos de servidores expõem prática na gestão de Rosário Oeste através da Oscip Exata

“Assina ou fica sem nada”: Denúncias e relatos de servidores expõem prática na gestão de Rosário Oeste através da Oscip Exata
Publicado em 03/09/2025 às 7:30

Redação

A Coluna Papo de Boteco desta quarta-feira (03) traz como destaque um tema que ronda os bastidores de Rosário Oeste e começa a ganhar contornos inquietantes. Servidores relatam pressões e ameaças envolvendo a polêmica prática do “assina ou fica sem nada”, em meio à atuação da OSCIP Exata na gestão municipal. Entre depoimentos e histórias que circulam nos corredores, fica a pergunta inevitável: quem realmente está no comando — e a que custo?

Vamos à denúncia.

Na tarde desta terça-feira, dia 2, a redação do Rosário Notícias recebeu uma denúncia que caiu como uma bomba. Servidores da OSCIP Exata, que presta serviços para a Prefeitura de Rosário Oeste, procuraram a reportagem implorando para que suas identidades fossem mantidas em sigilo. O medo de represálias não é à toa: eles citam diretamente integrantes do alto escalão da gestão municipal, como o secretário de governo Alexandre Bauxi e a secretária de administração Leila Buffon.

De mesa em mesa nas lanchonetes e nos botecos da cidade, o assunto dominava a terça-feira com aquele tom sarcástico típico do povo de Rosário Oeste, mas carregado de suspense e indignação. Afinal, os servidores relatam estar sendo coagidos a pedir demissão da Exata, perdendo todo o vínculo CLT, incluindo FGTS, seguro-desemprego e demais direitos trabalhistas, em troca da promessa de futura nomeação pela Prefeitura.

Um servidor, com voz trêmula, resumiu o drama à reportagem: “A gente só assinou porque não teve escolha. Disseram que, se não pedíssemos a demissão, não seríamos aproveitados na Prefeitura. Era isso ou ficar sem nada”.

Outro funcionário desabafou: “Não queremos confusão, só queremos nossos direitos. Trabalhamos meses acreditando na segurança do contrato e agora ficamos sem FGTS, sem seguro, sem nada. É muita injustiça”.

A denúncia traz ainda uma divisão preocupante: enquanto alguns trabalhadores foram contratados como pessoas jurídicas e seguem vinculados à OSCIP Exata, os que entraram como pessoas físicas, sob regime CLT, são os principais alvos da pressão. Justamente esses, que teriam direito a benefícios trabalhistas, são os que estão sendo levados a assinar a própria demissão.

Os relatos são unânimes em apontar que a manobra teria como objetivo burlar uma determinação do Ministério Público Estadual, através da Procuradoria Pública de Rosário Oeste.

“Na prática, seria um jeito de livrar a Prefeitura de encargos e jogar todo o peso nas costas dos trabalhadores”, disse uma servidora que contou que é mãe solteira e tem 3 filhos menor de idade que dependem dela para o sustento deles.

Na cidade, a ironia corre solta: entre um café e uma cerveja gelada, não faltam comentários de que “os direitos dos servidores evaporaram mais rápido que o chope no boteco”. Um humor ácido que, no fundo, só reforça o sentimento de revolta diante da gravidade da situação.

“Não é só pressão, é chantagem. Quem não assinou, foi ameaçado de ficar de fora. E quem assinou, perdeu tudo. Onde já se viu uma coisa dessas?”, questionou mais um servidor, pedindo anonimato.

Os trabalhadores querem explicações urgentes: para onde vai o FGTS que deveria estar depositado? O que acontece com o seguro-desemprego que foi perdido à força? E, principalmente, quem vai responder por esse verdadeiro atropelo aos direitos?

A denúncia é séria, explosiva e exige investigação profunda. Até agora, a única certeza é que, em Rosário Oeste, as conversas de bar ganharam contornos de denúncias no meio político, jurídico e trabalhista — e a população quer respostas.