Selma Anzil e Gigio defendem apuração de denúncias, mas por 8 a 2 Câmara de Rosário Oeste arquiva abertura de CPI

Selma Anzil e Gigio defendem apuração de denúncias, mas por 8 a 2 Câmara de Rosário Oeste arquiva abertura de CPI
Publicado em 12/11/2025 às 16:03

Redação

Na noite desta terça-feira (11), a Câmara Municipal de Rosário Oeste viveu uma das sessões mais intensas do ano, marcada por debates acalorados sobre a aprovação das denúncias que comprometem a gestão do atual presidente, Amilson da Distribuidora. A votação, que decidiria se as acusações seriam apuradas internamente, terminou com um resultado controverso, gerando indignação entre a população.

A denúncia, protocolada no dia 6 de novembro por Francisco Rejanio, um morador da cidade, aponta supostos casos de superfaturamento em contratos de internet, prestadores de serviços ausentes, além de diárias e passagens emitidas sem a devida utilização. A situação gerou um pedido para que fosse formada uma comissão interna para investigar as irregularidades apontadas, algo que, até então, não teve o apoio da maioria dos vereadores.

Dos dez vereadores presentes na sessão, oito votaram contra a abertura de investigação sobre as denúncias. Os votos contrários vieram dos vereadores Flávio Loureiro (PSB), Altamir Nazário(PP), Ângela Godoes “Tetê”(PSDB), Gilmar Rodrigues(PL), José Gomes, popular Zé Cabeludo (UB), Marta Conceição(PL), Maxmar Cézar(PP) e Paulo Augusto(PSB). Apenas dois vereadores defenderam a apuração do caso: Selma Anzil e Edinaldo Gigio.

Durante a sessão, a vereadora Selma Anzil fez um apelo em prol da transparência, argumentando que a população de Rosário Oeste merecia respostas claras e um processo investigativo sério. “A responsabilidade é nossa, temos o dever de zelar pela boa administração e pela confiança da população no Legislativo. Não podemos ignorar as denúncias que foram feitas”, disse Selma, reforçando a importância de dar um encaminhamento adequado ao caso.

Já o vereador Edinaldo Gigio, conhecido pela sua postura combativa, usou a tribuna para criticar duramente a gestão do presidente da Câmara. Para ele, a estrutura da Casa Legislativa é “vergonhosa”, e não há recursos mínimos para o bom funcionamento do trabalho parlamentar. “Não temos sequer computadores para trabalhar, e temos que lidar com uma estrutura inadequada para atender a população. Isso é uma falta de respeito com o Legislativo e com os cidadãos de Rosário Oeste”, afirmou Gigio, destacando que a gestão de Amilson, à frente da Câmara, tem se mostrado ineficaz e sem compromisso com o bem-estar da cidade.

A sessão da Câmara acabou por rejeitar as investigações, uma decisão que muitos veem como uma proteção à atual administração e um reflexo de um corporativismo exacerbado.

A reação negativa foi imediata, com muitos cidadãos demonstrando sua insatisfação nas redes sociais e questionando a falta de transparência. O morador Francisco Rejanio, autor da denúncia, foi amplamente elogiado pela coragem em expor as irregularidades, e afirmou que continuará buscando justiça.

Agora, com o arquivamento das denúncias no âmbito político, as acusações sobre a presidência da Câmara de Rosário Oeste seguem para a análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e do Ministério Público, que poderão tomar as rédeas da investigação.

O episódio evidencia um clima de desconfiança entre a população e o Legislativo de Rosário Oeste, especialmente após as falas contundentes de Gigio, que sugeriram uma possível manipulação política em torno das denúncias. Ele citou ainda o fato de que Amilson, em seu tempo como defensor do prefeito Mariano Balabam, se colocou como um fiscal da administração pública, mas que, na prática, sua gestão à frente da Câmara tem deixado a desejar.

Com a questão agora nas mãos da Justiça, os rosarienses esperam que as investigações possam trazer respostas e, acima de tudo, assegurar que os recursos públicos sejam geridos com responsabilidade e transparência. Resta saber se o desfecho será moralizador, ou se as investigações, novamente, serão abafadas pelo corporativismo político.

O episódio evidencia um clima de desconfiança entre a população e o Legislativo de Rosário Oeste, especialmente após a fala de Gigio, que sugeriu uma possível manipulação política em torno das denúncias. Ele citou ainda o fato de que Amilson, em seu tempo como defensor do prefeito Mariano Balabam, se colocou como um fiscal da administração pública, mas que, na prática, sua gestão à frente da Câmara tem deixado a desejar.