Selma Anzil desmonta narrativa da Prefeitura de Rosário Oeste sobre o PNHR e pressão popular força reação da gestão Mariano Balaban que estava inerte

Selma Anzil desmonta narrativa da Prefeitura de Rosário Oeste sobre o PNHR e pressão popular força reação da gestão Mariano Balaban que estava inerte
Publicado em 10/05/2026 às 17:43

Redação

Depois de mais de 15 anos de espera, sofrimento e incertezas para dezenas de famílias da zona rural de Rosário Oeste, as obras de quatro importantes empreendimentos do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) finalmente começam a avançar. Embora a Prefeitura Municipal tenha divulgado recentemente a retomada das obras como uma conquista administrativa, os bastidores revelam uma história marcada por abandono, perseguições políticas, entraves burocráticos históricos e uma longa luta liderada por pessoas que jamais desistiram das famílias do campo.

Um dos principais nomes dessa história é o de Selma Anzil. Ainda como liderança comunitária, Selma Anzil esteve entre as principais defensoras do projeto habitacional rural em Rosário Oeste, acompanhando desde o início a construção dos processos, o cadastramento das famílias e as articulações necessárias para garantir dignidade à população do campo. Hoje, já na condição de vereadora, Selma Anzil continua sendo uma das vozes mais firmes na defesa da retomada das obras e dos direitos das famílias beneficiárias do PNHR.

Os empreendimentos contemplados são:

  • PNHR Comunidade Rosário – APF 381528-17
  • PNHR Comunidade Rosário II – APF 381640-89
  • PNHR Marzagão – APF 381682-99
  • PNHR Bauxi – APF 381560-26

Os projetos nasceram ainda na gestão do ex-prefeito Dr. Juemil Araújo, período em que foram estruturados os projetos técnicos, sociais e administrativos necessários para viabilizar as moradias rurais. Ao término daquele mandato, mais de R$ 4 milhões permaneceram assegurados em conta para garantir a execução das obras.

Entretanto, o cenário enfrentado posteriormente pelas gestões do ex-prefeito João Balbino, que esteve à frente da Prefeitura de Rosário Oeste entre os anos de 2013 e 2020, e do ex-prefeito Alex Berto, que administrou o município entre 2021 e 2024, era extremamente mais burocrático do que o atual.

Naquele período, o Programa Nacional de Habitação Rural operava sob regras rígidas, exigências técnicas excessivas, dificuldades de reprogramação contratual e forte dependência de liberações da Caixa Econômica Federal e da GIHAB. Qualquer paralisação exigia longos processos administrativos, revisões documentais e readequações jurídicas que frequentemente travavam a continuidade das obras por meses ou até anos.

Muitos dos mecanismos legais existentes hoje simplesmente não estavam disponíveis naquela época.

Com as atualizações na legislação habitacional federal e mudanças nas normativas aplicadas ao PNHR nos últimos anos, diversos procedimentos foram simplificados, reduzindo burocracias e permitindo maior flexibilidade para retomada de contratos paralisados, readequações técnicas e renegociações operacionais. Em outras palavras, a realidade administrativa atual é significativamente menos complicada do que aquela enfrentada pelos gestores anteriores.

Ainda assim, mesmo diante de um ambiente muito mais complexo, houve tentativas concretas de manter os projetos vivos.

Na gestão João Balbino, apesar das dificuldades administrativas e dos inúmeros entraves burocráticos existentes naquele período, houve tentativas de construção de mecanismos para retomada das obras.

Um acordo chegou a ser firmado com a então liderança comunitária Selma Anzil para buscar alternativas viáveis para os empreendimentos habitacionais rurais. Contudo, a complexidade técnica e jurídica da época acabou impedindo avanços mais concretos.

Mesmo diante das dificuldades, Selma Anzil permaneceu ao lado das famílias rurais, acompanhando de perto cada etapa do processo e se consolidando como uma liderança comunitária atuante, respeitada e comprometida com a causa habitacional no município.

Posteriormente, durante a gestão Alex Berto, ocorreu uma aproximação decisiva entre o município e as lideranças responsáveis pelo projeto original. Selma Anzil, que à época atuava como liderança comunitária e posteriormente viria a se eleger vereadora apoiando o prefeito Alex Berto, passou a integrar diretamente os esforços de reconstrução do projeto habitacional rural.

Foi nesse período que os trabalhos de campo ganharam força novamente. Houve visitas às comunidades, atualização cadastral das famílias, reuniões técnicas com a Caixa Econômica Federal, articulações junto à GIHAB e reconstrução de processos administrativos praticamente abandonados ao longo dos anos.

A participação de Selma Anzil foi determinante para que as famílias não perdessem completamente a esperança. Como liderança comunitária na época e agora como vereadora, Selma Anzil manteve viva a cobrança pela retomada das obras, tornando-se referência na defesa da habitação rural em Rosário Oeste.

Em meio a toda essa trajetória, o nome de Selma Anzil tornou-se símbolo da resistência e da persistência em defesa das famílias rurais de Rosário Oeste. Considerada uma das idealizadoras do projeto habitacional, ela enfrentou perseguições políticas, isolamento administrativo e inúmeras tentativas de descredibilizar sua atuação.

Mesmo afastada das decisões oficiais durante parte do processo, Selma Anzil nunca deixou de cobrar providências. Sua atuação política e técnica foi determinante para impedir que os empreendimentos fossem definitivamente inviabilizados pelo descaso público.

Hoje, exercendo o mandato de vereadora, Selma Anzil segue sendo uma das principais responsáveis por manter o tema em evidência, cobrando agilidade, compromisso e responsabilidade da gestão municipal diante das famílias que aguardam há mais de uma década pela conclusão das moradias.

Outro destaque nessa batalha foi a equipe jurídica do então prefeito Dr. Joemil Araújo Araújo, liderada pelo advogado Dr. Dejair Liu, a época recém empossado procurador municipal e cuja atuação jurídica e institucional ajudou a destravar processos, fortalecer reivindicações e sustentar tecnicamente as cobranças realizadas junto aos órgãos competentes e também buscou soluções durante a gestão do então prefeito Alex Berto, mas o aparelhamento político do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT) com grande partes dos conselheiros vindos da Assembléia Legislativa onde exerceram mandatos de deputados estaduais acabou travando algumas questões pontuais.

Também tiveram participação importante servidores e colaboradores como Márcia Cruz, Eudesio, Angela Godoes e a equipe da São Jerônimo, liderada por Lúcio. Ainda nas etapas iniciais do projeto, destacaram-se o apoio da ex-primeira-dama Jariu e do então vereador Júnior.

Apesar da redução significativa da burocracia nos últimos anos, a atual gestão do prefeito Mariano Balaban passou a ser alvo de fortes críticas por parte das famílias beneficiárias e lideranças envolvidas no processo. O motivo principal é a percepção crescente de lentidão administrativa e falta de prioridade política para resolver um problema social que já deveria ter sido solucionado há muitos anos.

O sentimento nas comunidades rurais é claro: se antes os obstáculos estavam concentrados na rigidez das normas e na complexidade dos processos federais, hoje a maior dificuldade apontada é justamente a falta de agilidade e iniciativa política do atual governo municipal.

A pressão popular, os vídeos de denúncia e a repercussão pública das cobranças feitas pela vereadora Selma Anzil acabaram forçando uma mudança de postura da Prefeitura, que passou a colaborar de maneira mais efetiva no processo de retomada.

A verdade é que a retomada das obras do PNHR não pode ser tratada apenas como um ato administrativo da atual gestão. Trata-se do resultado de anos de luta coletiva, resistência política e trabalho técnico desenvolvido por pessoas que se recusaram a abandonar as famílias do campo.

E entre todos os nomes envolvidos nessa trajetória, Selma Anzil se consolidou como uma das principais protagonistas dessa conquista. Primeiro como liderança comunitária, lutando ao lado das famílias rurais, e agora como vereadora, mantendo firme a defesa do direito à moradia digna para a população do campo.

Mais do que concreto e tijolo, essas casas representam dignidade, esperança e justiça social para centenas de pessoas que aguardam há mais de uma década pela realização do sonho da casa própria.

Agora, a expectativa da população é que o município finalmente compreenda que habitação popular não pode continuar sendo conduzida com morosidade e omissão política, principalmente em um cenário onde a burocracia já não é mais desculpa para a falta de ação.