Servidores da educação de Rosário Oeste decidem entrar em greve após sucessivas tentativas de diálogo com a gestão e serem ignorados pelo prefeito Mariano Balabam

Redação
Os profissionais da educação da rede municipal de Rosário Oeste decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 8 de junho. A deliberação foi aprovada em assembleia da categoria após meses de negociações sem avanços considerados satisfatórios pelos trabalhadores.
A paralisação envolve uma série de reivindicações apresentadas à Prefeitura desde o início do ano. Entre os principais pontos estão a atualização do Piso Salarial Nacional do Magistério para 2026, a correção de perdas salariais acumuladas nos últimos anos, a implantação da jornada única de 30 horas semanais e o cumprimento de direitos trabalhistas já reconhecidos judicialmente.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), os educadores também cobram a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a equiparação salarial entre servidores contratados e efetivos e a realização de concurso público para reforçar o quadro da educação municipal.

O movimento grevista ocorre após a categoria ter decretado Estado de Greve ainda em março. Na ocasião, os profissionais aguardavam uma resposta da administração municipal às demandas apresentadas. Como não houve acordo, os trabalhadores decidiram avançar para a paralisação das atividades.
A decisão pode impactar diretamente o calendário escolar e a rotina de centenas de estudantes e famílias do município. Enquanto os educadores afirmam lutar pela valorização profissional e melhores condições de trabalho, a expectativa agora recai sobre uma possível reabertura do diálogo entre a Prefeitura e os representantes da categoria para evitar o prolongamento do movimento.
Até o momento, a gestão municipal ainda não havia anunciado oficialmente novas medidas ou propostas capazes de suspender a greve prevista para começar na próxima semana.





