Oito meses depois, ponte do Potreiro segue sem respostas claras e Tito da Forquilha aponta falta de informações e cobra transparência na execução da obra

Redação
Oito meses depois, ponte do Potreiro segue sem respostas claras e oposição cobra explicações da gestão Mariano Balaban
No final da tarde deste domingo (21), o ex-vereador Tito da Forquilha voltou a levantar questionamentos sobre a situação da ponte do Potreiro, na comunidade Pindaival, distrito do Arruda, durante visita ao local onde máquinas realizam intervenções na estrutura.
A situação encontrada no local ainda é de incerteza, segundo moradores da região, após o colapso da ponte há cerca de oito meses. No local das intervenções, o ex-parlamentar, que faz oposição à atual gestão municipal, criticou a falta de informações oficiais sobre a obra e apontou ausência de transparência em pontos considerados essenciais para o acompanhamento público da intervenção.
Entre os questionamentos levantados estão o valor total do investimento, a origem dos recursos, o modelo da nova estrutura e o prazo de conclusão da obra. Até o momento, essas informações não foram detalhadas publicamente pela administração municipal.
A ponte do Potreiro é considerada uma ligação estratégica para famílias da zona rural, sendo fundamental para o transporte escolar, deslocamento de moradores e escoamento da produção agrícola. O atraso na conclusão da obra tem gerado incertezas e insatisfação entre moradores da região.
Durante a visita, Tito da Forquilha direcionou críticas à gestão do prefeito Mariano Balaban e também à atuação do Legislativo municipal, cobrando maior clareza na divulgação das informações e acompanhamento mais efetivo da execução da obra.
Em fevereiro de 2025, a Prefeitura de Rosário Oeste anunciou o início dos trabalhos de recuperação da ponte sobre o rio Potreiro, destacando a importância da intervenção para a região. No entanto, mesmo após meses de execução, a obra ainda não teve seus detalhes técnicos e administrativos totalmente esclarecidos ao público.
Outro ponto levantado pelo ex-vereador foi o uso de maquinário pertencente ao patrimônio público municipal. Segundo ele, equipamentos destinados originalmente à agricultura familiar estariam sendo utilizados na obra, o que levanta questionamentos sobre planejamento e destinação dos recursos públicos.
Tito também voltou a defender o reaproveitamento da madeira da antiga ponte, afirmando que parte do material ainda poderia ser aproveitada na reconstrução, o que, segundo ele, ajudaria a reduzir custos da obra.
Durante a vistoria, o ex-parlamentar afirmou que continuará acompanhando a situação e não descarta levar os questionamentos a lideranças políticas estaduais para buscar esclarecimentos adicionais sobre o andamento da obra.
A principal dúvida que permanece entre moradores e críticos da gestão é quando a ponte do Potreiro será finalmente concluída e liberada para uso da população.
O outro lado
Procuradas pela reportagem, fontes ligadas ao gabinete institucional da Prefeitura de Rosário Oeste informaram que estão reunindo informações junto aos setores responsáveis pela obra e também à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A expectativa é de que até o final da tarde desta terça-feira (23) seja divulgada uma nota oficial com esclarecimentos sobre o andamento da obra, a origem dos recursos e demais informações técnicas relacionadas à intervenção.
O Rosário Notícias reforça que mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Rosário Oeste, do gabinete institucional e dos órgãos envolvidos. Assim que a nota oficial for encaminhada à redação, o conteúdo será publicado na íntegra.



