Rosário Oeste: Segundo fontes do alto escalão do governo municipal, Mariano Balabam “jogou a toalha”, deve abrir mão da reeleição e aposta em Alexandre do Bauxi para a sucessão

Redação
Com a aproximação das eleições gerais de 2026, os partidos políticos em todo o país já intensificam os preparativos para o período de convenções partidárias, etapa fundamental para a definição de candidaturas e alianças. No entanto, enquanto as articulações para a disputa estadual e nacional ganham força, os bastidores da sucessão municipal de 2028 também começam a se movimentar em diversas cidades de Mato Grosso.
Em Rosário Oeste, os primeiros sinais dessa corrida antecipada já surgem nos corredores do poder, onde grupos políticos aproveitam o ambiente de negociações e alianças das convenções de 2026 para posicionar nomes e construir estratégias visando a próxima eleição para a Prefeitura.Uma manobra desesperada nos bastidores da política rosariense acendeu o alerta vermelho e já levanta sérios questionamentos sobre o futuro da cidade. O atual secretário municipal de Governo, Alexandre Ribeiro de Lucena — popularmente conhecido como Alexandre do Bauxi —, surge como o provável ungido do prefeito Mariano Balaban (Podemos) para a sua sucessão. No entanto, a escolha ferve como uma afronta à lógica eleitoral, expondo a gritante falta de força popular de um nome que sobrevive apenas à sombra do poder.
Embora tente posar como o grande articulador da atual administração dentro de uma pasta estratégica, Alexandre do Bauxi carrega o fardo de quem nunca conseguiu convencer o povo. Sua suposta influência resume-se aos corredores fechados da Prefeitura, restando saber como um político sem carisma e sem voto pretende encarar o julgamento da população nas urnas.
Fontes ligadas ao próprio palácio municipal revelam que Mariano Balaban estaria jogando a toalha, decidido a não disputar a reeleição. Esse recuo estratégico e a clara intenção de abandonar o barco devem-se diretamente aos intensos conflitos internos e à briga ferrenha entre três grupos políticos rivais que tentam a todo custo “esquartejar” e dividir o poder da máquina pública municipal. Essa “violenta” guerra de egos pessoais em busca do poder pelo Poder tem tirado completamente o sono de Balaban, deixando-o profundamente desmotivado a continuar na vida pública.
Informações de bastidores apontam que o machismo institucionalizado e o sistemático isolamento político promovidos pelo núcleo duro do governo para apagar a liderança da vice-prefeita azedaram de vez o clima, tornando a convivência insustentável e expondo as entranhas de uma gestão que discrimina mulheres na política. Essa perseguição ganhou contornos ainda mais graves com a denúncia formalizada junto ao Ministério Público Federal pela Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa (AL/MT), que passou a investigar Alexandre do Bauxi por violência política de gênero e agressões verbal destinado a humilhar e desqualificar a gestora.

O boicote escancarado inclui a exclusão deliberada da vice-prefeita Juliana Nunes de eventos oficiais do município, uma tática rasteira para tentar apagar sua imagem pública e sufocar sua representatividade.
Sem grandes opções diante dessa situação caótica, o prefeito tenta empurrar goela abaixo o nome de Alexandre para dar sobrevida ao seu projeto político. Até o momento, o silêncio covarde impera: nem o prefeito, nem o secretário têm a coragem de oficializar o plano. Inclusive, segundo relatos estarrecedores de fontes internas ligadas ao gabinete institucional e ao prefeito Mariano Balaban, a realidade dentro da sede do Executivo é que Mariano Balaban é apenas o prefeito de direito por ter sido eleito pelo voto popular, mas o prefeito de fato é Alexandre do Bauxi, sendo ele quem verdadeiramente dá as cartas e manda em tudo.
A tentativa de alçar Alexandre do Bauxi ao cargo mais importante do município reacende um histórico vergonhoso de rejeição popular. A obsessão pelo poder vem de longe: desde 2004, ele tenta, sem sucesso, consolidar algum espaço na política de Rosário Oeste. Ele colecionou derrotas vexatórias nas disputas para vereador nos anos de 2004, 2008, 2012, 2016 e 2024, sendo incapaz de transformar suas campanhas inexpressivas em vitórias legítimas.
Os números passam longe de mentir e mostram a verdadeira dimensão de sua fraqueza. Na eleição de 2016, o secretário foi humilhado nas urnas com minguados 202 votos, amargando a melancólica posição de suplente. Já na última tentativa, em 2024, mesmo com a máquina pública nas mãos, não passou de 250 votos, sendo novamente rejeitado pelo eleitor e ficando de fora dos eleitos.
O fato de ter ocupado uma cadeira na Câmara Municipal entre os anos de 2021 e 2024 não passa de uma ilusão de ótica política. Sua atuação apagada, limitada a protocolar indicações burocráticas e compor comissões sem relevância, em nada o credencia para o Executivo. Disputar a Prefeitura exige o apoio popular que ele comprovadamente nunca teve, e não a covardia de se esconder atrás de conchavos políticos.
Agora, o futuro dessa articulação de bastidores está sob total incerteza e vai depender crucialmente do desempenho nas urnas e dos votos conquistados pelo todo-poderoso deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. Em uma jogada puramente estratégica, Alexandre do Bauxi garantiu que dará seu apoio integral a Max Russi em Rosário Oeste, tentando se escorar no peso político do presidente da AL/MT para salvar suas próprias pretensões.

Porém, o quadro ganha contornos de traição e racha interno: o prefeito Mariano Balaban caminha em direção oposta e irá apoiar o deputado Julio Campos, escancarando uma divisão perigosa dentro do grupo governista que pode implodir de vez os planos de sucessão.

Atualmente, pendurado no cargo de secretário de Governo, Alexandre do Bauxi assumiu as rédeas de forma tão “incisiva” que, o prefeito Mariano Balaban se tornou o verdadeiro garoto de recados de Alexandre, que por sua vez, se tornou o prefeito de fato de Rosário Oeste.
A grande maioria de lideranças políticas locais são categóricas e alertam: o prestígio que o secretário desfruta dentro do gabinete e a submissão do chefe do Executivo não se traduzem em um único voto quando o cidadão de Rosário Oeste assume o controle da urna.
Se a candidatura for mesmo confirmada, Alexandre do Bauxi enfrentará o seu pior pesadelo: provar que tem luz própria ou admitir que não passa de uma liderança artificial que transformou o prefeito eleito em seu subordinado para tentar se perpetuar no poder.
Os próximos meses vão revelar se o secretário consegue consolidar seu nome ou se outras lideranças ocuparão espaço na corrida pela Prefeitura de Rosário Oeste, tudo vai depender da votação que Alexandre do Bauxi conquistar para o deputado Max Russi.
O Rosário Notícias continuará acompanhando, com exclusividade, os desdobramentos desse vale-tudo político em Rosário Oeste.



