Abílio Brunini ou Mariano Balabam: quem faz mais “trovão e pouca chuva”?

Redação
O deputado estadual Max Russi, presidente do PSB em Mato Grosso e irá assumir no começo de fevereiro a presidência da Assembleia Legislativa, chamou recentemente a atenção da mídia ao cobrar resultados do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL).

Segundo Russi, “criticar é fácil, mas fazer é o desafio”, afirmando que o prefeito da Capital precisa mostrar serviço ou corre o risco de perder o apoio político do PSB. No entanto, será que o deputado aplicará o mesmo rigor aos gestores municipais do seu próprio partido, como Mariano Balabam, prefeito de Rosário Oeste?
Em quase 30 dias de gestão, Balabam, que também é do PSB, parece estar trilhando um caminho de promessas vazias e “trapalhadas governamentais”. Enquanto Max Russi reclama de “muito trovão e pouca chuva” em Cuiabá, Rosário Oeste vive um verdadeiro caos administrativo, como nepotismo, ruas esburacadas, iluminação pública precária, extensão de creche sendo fechada e perseguição a funcionários públicos são apenas algumas das marcas da nova gestão.

Para piorar, a calamidade financeira decretada pelo prefeito não o impediu de realizar contratações à revelação, levantando questionamentos sobre prioridades e coerência.
Um exemplo emblemático é a visita do prefeito Balabam a uma ponte na Comunidade Rural do Proteiro, no início do mês e após uma sessão de fotos e promessas, nenhuma solução foi apresentada.

Embora a Prefeitura de Rosário Oeste através da Assessoria de Imprensa tenha divulgado a recuperação da estrada no Distrito do Arruda, o que é um feito positivo, o restante da gestão municipal de Rosário Oeste levanta sérias dúvidas.
O discurso de união e ação rápida é contrastado pela realidade de uma administração marcada por promessas vazias, falhas na infraestrutura e falta de comprometimento com as necessidades reais da população.
O prefeito Mariano Balabam, assim como o governo de Cuiabá, segue o caminho dos “trovões e pouca chuva”, fazendo alarme de ações pontuais, mas deixando questões estruturais e críticas sociais sem solução. Enquanto a prefeitura tenta se vangloriar de resultados superficiais, o povo de Rosário Oeste, cansado de promessas não cumpridas, continua a sofrer as consequências de uma gestão ineficaz.
O que era para ser uma ação concreta se transformou em mais uma peça publicitária de uma gestão que, até agora, tem gerado apenas barulho.
Mas onde está Max Russi diante disso tudo? Será que o deputado esqueceu de Rosário Oeste ou não enxerga os problemas na gestão do correligionário?
Se o “chicote” que bate em Chico deve bater em Francisco, por que o silêncio de Russi sobre Mariano Balabam? É fácil cobrar ações de Abílio Brunini, mas e o zelo pelo desempenho político-administrativo de seu partido no interior do estado?
Enquanto Max Russi usa Cuiabá como palco de discursos moralistas, Rosário Oeste parece relegado ao esquecimento. A frase do próprio prefeito Balabam, “o povo de Rosário está cansado de barulho e mentira”, ironicamente resume bem a percepção popular sobre sua gestão.
A falta de resultados e o uso excessivo de propaganda refletem uma administração sem direção, que deixa a população rosariense na dúvida: será que a cidade será prioridade para o PSB?
Por fim, deixamos uma pergunta no ar: assim como Abílio Brunini em Cuiabá, será que Mariano Balabam em Rosário Oeste também está fazendo muito trovão e pouca chuva? Ou será que Max Russi não consegue ouvir o barulho quando o trovão vem de casa?



