Distrito do Bauxi realizou desfile cívico em comemoração ao aniversário de 164 anos de Rosário Oeste

Redação
Neste 25 de junho, Rosário Oeste completou 164 anos. Mas quem esperava as tradicionais comemorações — desfile cívico, apresentações culturais, shows nacionais, regionais e locais, parque infantil para as crianças e espaço para o comércio local — encontrou uma cidade mergulhada no esquecimento oficial.
A Prefeitura de Rosário Oeste simplesmente deixou a data passar em branco para a população e não realizou o tradicional desfile cívico. E o Distrito do Bauxi deu um exemplo de compromisso com a cultura, a história e a educação. Lá, distante do centro do poder, as escolas fizeram o que o Município não teve vontade nem coragem de fazer.
A Escola Estadual Marechal Rondon e a Escola Municipal Izac Rodrigues de Mesquita mostraram que, quando há dedicação e união, o impossível se torna realidade. Com esforço, criatividade e amor, mantiveram viva uma tradição que representa orgulho e identidade para a comunidade.

Foi emocionante ver o brilho nos olhos de quem participou e acompanhou. Crianças marchando com orgulho, professores conduzindo com garra, famílias apoiando com alegria. Tudo feito sem recurso público, sem palanque e sem politicagem — só com a força da educação e da coletividade.
A repercussão também chegou às redes sociais. O perfil “Descubra Bauxi MT” publicou um vídeo do desfile no Instagram e marcou o perfil do “Rosário Notícias”, destacando a força da comunidade e evidenciando a ausência da gestão pública na data mais simbólica do município.
“Nosso agradecimento a todos os professores, alunos e equipe escolar, que com esforço, criatividade e amor, mantiveram viva essa tradição tão importante para a nossa comunidade” , agradeceu a Página”Descubra Bauxi MT”.

Enquanto isso, a comemoração oficial dos 164 anos, apresentada em um convite institucional pela gestão “compartilhada” entre o prefeito Mariano Balabam e o secretário de Governo Alexandre do Bauxi, mais parece uma encenação de protagonismo político do que uma verdadeira celebração da história do município.
A programação foi recheada de entregas administrativas, inaugurações e visitas técnicas, além de ações que já acontecem nas comunidades há anos — sem o apoio da prefeitura. Um exemplo é a tradicional festa do “Senhor Divino”, organizada pelos moradores da comunidade Barreiro Vermelho, agora reapresentada como atração oficial da Prefeitura, sem apoio visível, sem estrutura ampliada e sem o devido reconhecimento da autoria popular.
Também foi incluído no cronograma o torneio de futebol promovido pelo 7º Batalhão da Polícia Militar — uma iniciativa da corporação, agora apropriada pela gestão municipal como se fosse parte de um projeto governamental.
A pergunta que não quer calar: quantas dessas ações foram realmente idealizadas, custeadas e estruturadas pela atual administração?
O restante da agenda oficial incluiu a entrega de aparelho de raio-X, distribuição de certificados e visitas a obras — atividades importantes para a máquina pública, mas longe do que a população espera ao celebrar o aniversário de sua cidade.
Cadê os shows? Cadê as atividades culturais para crianças, jovens e idosos? Cadê os espaços que movimentam o comércio, animam os bairros e aquecem a economia local?
Comerciantes relatam desânimo e pequenos empreendedores, que esperavam participação e visibilidade, encontraram um cronograma técnico, burocrático e distante do povo. Um convite recheado de logotipos, slogans e mascotes, mas vazio de participação popular e sem alma festiva.
Rosário Oeste merece mais do que marketing institucional. Merece um governo que comemore com seu povo — não apenas ao lado dele, mas junto. Construindo. Apoiando. Valorizando o que já é feito com tanto esforço pelas comunidades.












