“Mutirões da Salvação”: Gestão Mariano Balabam transforma obrigação em propaganda e tenta “ludibriar” população com ações pontuais

Redação
Na tentativa desesperada de disfarçar os problemas estruturais enfrentados pela saúde pública de Rosário Oeste, o prefeito Mariano Balabam vem se especializando em uma estratégia questionável: os famosos mutirões. O mais recente exemplo disso será realizado no próximo dia 06 de junho, no Bairro Nossa Senhora Aparecida, onde uma ação de saúde e cidadania ocorrerá no PSF 2, a partir das 8h. O evento é promovido pelo Instituto IDESAL — Instituto de Desenvolvimento Social, Ambiental e Humano — em parceria com a Prefeitura, por meio das secretarias de Saúde e Assistência Social.

O IDESAL é uma organização que atua na promoção de projetos voltados à cidadania, saúde, meio ambiente e assistência social, frequentemente em parcerias com municípios. Apesar da nobre missão do instituto, sua associação com a gestão atual tem servido de muleta para esconder a falta de planejamento contínuo na saúde pública local.
Enquanto a prefeitura anuncia com empolgação atendimentos em cardiologia, clínica geral, saúde do idoso e saúde da criança, a realidade nos bastidores é bem diferente. A população rosariense convive com a falta de medicamentos, longas filas por exames e consultas e, mais grave ainda, com a morosidade no agendamento de cirurgias.
Prova disso é a tentativa recente da gestão Balabam de se autopromover com um mutirão de cirurgias ortopédicas no Hospital Municipal Amparo, realizado no sábado (31/05). Seis pacientes foram finalmente operados após meses de espera por procedimentos que deveriam ser rotineiros, como reconstruções de ligamento e reparos de menisco. A ação, apresentada como um grande marco, não passa do básico: obrigação da gestão municipal, e não uma “conquista extraordinária”.
Não bastasse o atraso evidente, a gestão ainda ignora a crise visível que assola a pasta da saúde. Em um episódio simbólico, o próprio prefeito se ausentou da posse do novo secretário de Saúde, Anderson Rodrigo Sá, revelando descaso com a gravidade da situação. Os corredores dos postos e hospitais continuam cheios de reclamações, e os cidadãos, sem atendimento digno.
Diante disso, é preciso questionar: quantos mutirões serão necessários para encobrir o abandono diário da saúde pública em Rosário Oeste? Até quando o povo será distraído com eventos pontuais, enquanto a estrutura básica permanece falha?
Além disso, surge uma dúvida que a gestão Balabam até agora não respondeu: de onde virão os recursos para custear este mutirão? Qual será o impacto financeiro para os cofres públicos? Ou será que o Instituto IDESAL realizará a ação com recursos próprios e a única contrapartida da Prefeitura foi ceder o espaço físico? A transparência sobre esse tipo de parceria é importante — principalmente quando a saúde da população está sendo usada como moeda de troca política.



