Nos bastidores do Poder: Quem realmente “manda” em Rosário Oeste?

Redação
Rosário Oeste se encontra em um turbilhão político que beira o surreal. A gestão do prefeito Mariano Balabam (PSB), que prometia renovação e mudanças, parece estar à deriva, navegando em um mar de contradições e intrigas palacianas. Nos bastidores, o ex-prefeito Alex Berto, mesmo derrotado nas urnas, orquestra um retorno silencioso, manipulando os fios do poder com maestria.
A recente nomeação de Meire Oliveira para o setor de compras da Secretaria Municipal de Saúde e de Késia Matos para a coordenação da Secretaria Municipal de Assistência Social, ambas ex-funcionárias da Farmácia e Drogaria Boa Saúde e aliadas de longa data de Alex Berto, é apenas a ponta do iceberg. Segundo fontes exclusivas do Rosário Notícias, essas nomeações foram uma exigência de Anderson Rodrigo de Sá para aceitar retornar à Secretaria de Saúde, demonstrando a influência de Berto nos bastidores.
A trama se adensa com a revelação de que o ex-prefeito, com o auxílio do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem utilizado sua amizade com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), para emplacar seus aliados na gestão municipal. Santos e Russi, de olho nos 3.545 votos de Berto, veem nele um capital político valioso para suas ambições futuras: Santos almeja uma vaga na Câmara Federal, enquanto Russi sonha com o governo ou o Senado em 2026.
A população, que votou em Balabam na esperança de um novo rumo para Rosário Oeste, sente-se traída ao ver os aliados de Berto ocupando cargos estratégicos. A pergunta que ecoa nas ruas é: “Será que não existe mais ninguém capaz de aprender?”. A nomeação de Anderson Rodrigo, outrora criticado pela atual gestão, expõe uma divisão interna e levanta dúvidas sobre a coerência da administração Balabam.
Fontes exclusivas revelam que Balabam, pressionado por Russi e Santos, estuda enviar um Projeto de Lei à Câmara de Vereadores para desmembrar a Secretaria de Administração, Planejamento e Finanças. A proposta criaria a Secretaria de Planejamento e Assuntos Estratégicos, que seria ocupada por Lucélia Almeida, e a Secretaria de Administração e Gestão, que teria Alex Berto como “escolha especial” de Balabam. A manobra, que deixaria Leila Buffon à frente da Secretaria de Finanças, reacende os rumores sobre o retorno de Berto à cena política.
Apesar da pressão, Berto tem confidenciado que não teria interesse em assumir a nova secretaria, mas tem aproveitado sua influência para garantir a nomeação de seus aliados. Ele exige, no entanto, autonomia caso aceite o cargo, e faz questão de ter Késia, Meire e Ana Néli Amiki da Silva, ex-secretária de Governo, ao seu lado.
A possível união entre Berto e Balabam, outrora inimigos políticos, é vista como utópica, mas não impossível na política de Rosário Oeste, onde alianças se desfazem e se refazem com a mesma rapidez com que as nuvens mudam de forma no céu. A população, cansada de intrigas e jogos de poder, aguarda ansiosamente os próximos capítulos dessa novela “mexicana” que se tornou a política local, clamando por uma gestão que priorize o bem-estar da cidade acima dos interesses pessoais e políticos.



