Rosário Oeste perde investimento no comércio local enquanto Prefeitura faz compras em redes atacadistas de Cuiabá

Redação
Neste sábado, 22, a Coluna Papo de Boteco traz como destaque uma questão que está gerando grande repercussão em Rosário Oeste.
A coluna expõe uma série de decisões polêmicas da gestão municipal, colocando a economia local e o futuro dos pequenos produtores em jogo. Prepare-se para mais um capítulo da política local que está gerando um enorme desgaste entre comerciantes, agricultores e a população em geral.
A equipe do Rosário Notícias do Rosário Notícia acaba de receber uma denúncia que expõe as decisões polêmicas da gestão municipal. Um comerciante do ramo de supermercados, temeroso de represálias, nos revelou uma situação: sob ordens do prefeito Mariano Balaban (PSB) e do secretário de Governo Alexandre do Bauxi.

As denúncias revelam que servidores públicos da Prefeitura de Rosário Oeste estão utilizando veículos oficiais para buscar compras, suprimentos e alimentos para a merenda escolar diretamente em Cuiabá, em vez de comprar e receber esses produtos de agricultores familiares locais, como manda a legislação federal.
A revelação é estarrecedora: todos os recursos que deveriam ser investidos no comércio local, no fortalecimento da agricultura familiar e no apoio aos pequenos produtores de Rosário Oeste estão sendo desviados para uma única rede de atacado em Cuiabá!
“É um golpe contra a nossa cidade! A gente trabalha dia e noite para manter o comércio aberto, pagar nossas contas, gerar empregos, e o prefeito pega o nosso dinheiro e manda tudo para Cuiabá, enfraquecendo nosso povo e enriquecendo empresários de fora!” desabafou o comerciante, indignado, em contato com nossa equipe.
Enquanto o povo sofre, a gestão de Balaban age nas “sombras”, favorecendo a capital em detrimento dos comerciantes e agricultores locais. Uma verdadeira traição à cidade e a economia local vai para o chão!
A medida adotada pela Prefeitura de Rosário Oeste está sendo um verdadeiro “assalto” ao comércio local, supermercados, açougues, padarias, pequenas mercearias e até os produtores rurais, que poderiam fornecer alimentos frescos e saudáveis para as crianças, estão se vendo oprimidos. Muitos estão à beira da falência, enquanto os atacadistas de Cuiabá se beneficiam com uma situação que deveria ser inaceitável.

Agricultores têm reclamado que estão sendo ignorados pela gestão do prefeito Mariano Balabam.
E o que era para ser uma lei federal, que exige a compra de pelo menos 30% dos produtos alimentícios diretamente da agricultura familiar, está sendo ignorado pela gestão de Balaban, que prefere ver o dinheiro circular em Cuiabá do que fomentar o desenvolvimento da cidade. E o que deveria ser um investimento na prosperidade de Rosário Oeste se transforma em um fluxo financeiro que vai direto para a Capital. O dinheiro público deixa de ser um benefício para o povo e vira lucro para empresários de Cuiabá!
“Não posso me identificar, mas o que está acontecendo é revoltante. Quando a Prefeitura faz as compras para a merenda escolar, as quantidades adquiridas são bem inferiores ao que a lei exige. No governo anterior, tanto o prefeito João Balbino quanto o prefeito Alex Berto sempre compraram mais do que os 30% exigidos, mas essa gestão nem chega perto disso. Preferem comprar de fora, enfraquecendo a gente, que produz com tanto esforço e dedicação. Estamos sendo deixados de lado, e a Prefeitura deveria priorizar a nossa produção”, desabafou o agricultor.
A Lei nº 8.666/1993 (Lei de Licitações) e a Lei nº 13.103/2015 (Lei dos Transportes) proíbem o uso de veículos oficiais para fins pessoais ou para o transporte de mercadorias comerciais, especialmente quando há a possibilidade de o fornecedor realizar a entrega diretamente ao município. Ou seja, a Prefeitura de Rosário Oeste está desrespeitando a legislação ao utilizar carros oficiais para buscar alimentos e suprimentos em Cuiabá, quando deveria ser o fornecedor de Cuiabá a entregar os produtos diretamente no município, sem gerar custos extras para a administração pública.
Além disso, a Lei nº 11.947/2009, que regula o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), exige que 30% dos recursos para a merenda escolar sejam investidos na compra de alimentos da Agricultura Familiar local.

Essa prática de buscar os produtos em Cuiabá não só ignora as leis federais como também prejudica diretamente os pequenos produtores rurais de Rosário Oeste.
Porém, a situação poderia até ser considerada legal (embora não imoral) se a Prefeitura tivesse feito um processo licitatório transparente, permitindo que fornecedores locais — como supermercados e produtores rurais de Rosário Oeste — participassem da concorrência, oferecendo os produtos e suprimentos para a merenda escolar. Isso garantiria que a compra fosse efetivamente local e daria aos comerciantes da cidade a chance de competir de forma justa. Mas não é isso o que está acontecendo!

O povo de Rosário Oeste está em polvorosa, exigindo transparência e justificativas. Por que a prefeitura não compra de quem gera emprego e renda na própria cidade? Por que o custo-benefício de um atacadista de Cuiabá parece ser mais vantajoso que investir no comércio local?
O que nos disseram é um crime contra o povo. Um crime contra quem paga impostos, contra quem sustenta o município com suor e esforço. As lojas e o comércio de Rosário Oeste estão em frangalhos, e a culpa recai diretamente sobre a gestão municipal!
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) precisam urgentemente intervir. A população exige uma auditoria sobre como a gestão Balaban está utilizando os recursos públicos. Será que essa manobra atende aos interesses da população de Rosário Oeste, ou é apenas uma estratégia de favorecimento a grandes empresários de fora?
A pergunta que Não quer calar: O dinheiro de Rosário Oeste deve ir para a Capital?
A cidade clama por respostas. O povo exige uma explicação e justiça!
O espaço está aberto para que a Assessoria de Comunicação ou o próprio prefeito Mariano Balaban, junto ao secretário Alexandre do Bauxi, estão convidados a entrar em contato com a redação via WhatsApp e enviar uma nota oficial para que a versão da Prefeitura seja compartilhada com a população. A nossa equipe aguarda uma manifestação oficial da gestão municipal.



