Rosário Oeste sob alerta: Clima de medo no Assentamento Fonte de Luz se agrava após denúncias de ameaças contra presidente e suposta omissão da Gestão Mariano Balabam. Veja dossiê e B.O’s

Rosário Oeste sob alerta: Clima de medo no Assentamento Fonte de Luz se agrava após denúncias de ameaças contra presidente e suposta omissão da Gestão Mariano Balabam. Veja dossiê e B.O’s
Publicado em 13/05/2026 às 13:36

Redação

Enquanto o staff administrativo da Prefeitura de Rosário Oeste parece ignorar os gritos de socorro vindos da Fazenda Tarumã — território onde está sediado o Assentamento Vale Fonte de Luz —, um barril de pólvora está prestes a explodir. A gestão do prefeito Mariano Balabam é alvo de pesadas críticas por uma aparente inércia que, para as famílias que ali residem, soa como conivência diante de um massacre psicológico e de uma perseguição implacável contra a diretoria legítima da comunidade. Sob a liderança da presidente Edileuza de Souza Santos, trabalhadores rurais denunciam estar no centro de uma guerra de narrativas sórdida, onde a paz social parece ser sacrificada por interesses políticos até agora não esclarecidos.

O clamor por providências urgentes ganhou um novo e dramático capítulo com o depoimento de Maxdione de Souza Santos, filho da presidente Edileuza e coordenador do assentamento. Em uma fala contundente em frente à Promotoria de Justiça, Maxdione expôs o que define como uma “tragédia anunciada”, relatando que o ambiente de hostilidade se tornou insustentável após a criação de uma comissão paralela articulada pela Dra. Fernanda de Amorim. Essa medida ignorou a presidência e a associação democraticamente eleitas para representar os moradores, gerando uma intervenção que não possui o respaldo da maioria dos assentados.

Investigando a fundo as graves acusações, a equipe do Rosário Notícias confrontou a presidente Edileuza sobre a veracidade das denúncias que tomam conta das redes sociais e geram instabilidade na região. Munida de vasta documentação já protocolada no Ministério Público Federal, no INCRA, na Ouvidoria do TSE e na Procuradoria Interna da Assembleia Legislativa (ALMT), Edileuza aponta que a perseguição política teria se intensificado após sua recusa em apoiar o projeto político do prefeito Mariano Balaban. A líder comunitária busca agora o amparo das instituições para garantir a segurança das famílias que representa.

Um dos pontos mais alarmantes da denúncia envolve diretamente o secretário de governo, Alexandre Taques Lucena, conhecido popularmente como Alexandre do Bauxi.

Segundo os relatos e documentos apresentados, o secretário estaria supostamente utilizando a máquina pública e o oferecimento de cargos para manipular indivíduos dentro da comunidade. O objetivo seria tentar tomar posse de 40 hectares de terra que foram doados à associação por decisão judicial via Empaer, o que caracteriza uma interferência direta e perigosa na organização interna do Vale Fonte de Luz.

Veja abaixo o Dossiê em forma de relato que a presidente do Assentamento Fonte Luz fez e encaminhou ao MP/MT.

A situação em Rosário Oeste levanta questionamentos profundos sobre o respeito às instituições democráticas e à autoridade de lideranças eleitas pela base popular rurais. Edileuza Santos afirma ser vítima de um uso perverso e manipulado do sistema judiciário, enfrentando acusações sem provas que tentam desestabilizar a ordem interna do assentamento e manchar sua reputação. Maxdione reforça o clima de terror ao revelar a existência de centenas de áudios contendo ameaças e planos para cercear a liberdade de sua mãe, evidenciando o risco real de vida sob o qual vivem.

Diante desse contexto de insegurança, a ausência de um posicionamento firme e mediador por parte do prefeito Mariano Balaban é vista como um combustível para o caos fundiário. Documentos indicam que a prefeitura ignorou prazos judiciais cruciais para a regularização da área, forçando a associação a buscar o amparo direto do INCRA nacional. Enquanto o governo municipal é acusado de fazer “politicagem” em período eleitoral, registros no MPF revelam ameaças explícitas de morte, onde se mencionou criminosamente que o “fim” de Edileuza seria resolvido com violência física.

A sociedade de Rosário Oeste agora se pergunta até quando as autoridades de controle e o Poder Legislativo permitirão que o descaso administrativo coloque em xeque a vida de centenas de cidadãos. A negligência apontada nas denúncias não parece ser apenas uma falha técnica, mas uma escolha política que abandona o produtor rural à própria sorte em um momento de extrema vulnerabilidade. A Fazenda Tarumã, base de sustento de inúmeras famílias, não pode continuar sendo o epicentro de uma violência alimentada pela omissão deliberada dos gestores públicos.

A comunidade Vale Fonte de Luz resiste bravamente, mas o silêncio da cúpula municipal diante da possibilidade de um derramamento de sangue é uma marca que a história não poderá apagar facilmente. É fundamental reforçar que qualquer ataque à organização legítima desse assentamento é um atentado contra o direito constitucional à reforma agrária e à vida digna. Rosário Oeste exige transparência e segurança, e a responsabilidade por qualquer agravamento deste conflito recai diretamente sobre os ombros de quem detém o poder e escolhe o silêncio.

Veja abaixo os Botetins de Ocorrências encaminhados ao Rosário Notícias pela presidente do Assentamento Fonte de Luz.