Rosário Oeste vive caos administrativo sem precedentes

Redação
Rosário Oeste enfrenta um momento turbulento sob a administração do prefeito Mariano Balabam, onde decisões questionáveis e práticas de favorecimento político têm se tornado comuns. O prefeito, que chegou ao poder prometendo mudanças, tem demonstrado, na prática, uma gestão marcada pela desorganização e pelo desinteresse nas reais necessidades da população. Em janeiro de 2025, o fechamento da extensão da Creche Ana Lemes Joaquim, localizada no Bairro Santo Antônio, gerou grande preocupação nas famílias da cidade.

A creche, que atendia centenas de crianças, foi fechada sem uma justificativa plausível, apesar da existência de recursos federais destinados a melhorias na educação. Para muitos pais, como Cláudia Oliveira e Aline Fernanda de Souza Moraes, essa decisão significa um aumento significativo nos custos de transporte e dificuldades para garantir a educação de seus filhos, uma vez que precisam deslocar-se até unidades de ensino mais distantes.
A falta de um plano eficaz para manter a creche aberta refletiu a total ineficiência da gestão de Balabam em priorizar o que é realmente importante para os cidadãos rosarienses. Ainda em janeiro de 2025, outro episódio trouxe revolta à população, principalmente aos pequenos produtores rurais. Com oito dias a frente da gestão municipal, foi publicada no site oficial da Prefeitura uma matéria intitulada “Prefeitura de Rosário Oeste solicita veículo para uso da administração municipal”, informando que a caminhonete utilizada pela Associação dos Produtores Rurais de Rosário Oeste (APRO) seria transferida para a administração municipal, sob a justificativa de que o veículo seria mais útil ao Executivo no atendimento de demandas administrativas e melhorias planejadas pela nova gestão. A decisão gerou indignação entre agricultores familiares que dependiam do veículo para transportar suas produções ao comércio local. A retirada da caminhonete obrigou os produtores a terceirizar o transporte, aumentando custos e dificultando a logística.

Um membro da diretoria da APRO, sob anonimato, afirmou que a decisão foi um golpe direto na agricultura familiar, enquanto uma produtora de milho desabafou sobre as dificuldades em levar sua produção à cidade sem o veículo. Um produtor de queijos também relatou que a medida inviabiliza a entrega de produtos frescos, causando prejuízos à economia local. O caso foi noticiado pelo Rosário Notícias, que cobrou explicações oficiais da Prefeitura, questionando por que a gestão não buscou alternativas antes de retirar o veículo e como pretende compensar os produtores afetados. O portal ressaltou solidariedade aos agricultores e deixou espaço aberto para manifestação da administração municipal.
Em março, o prefeito Mariano Balabam exonerou Juliana Cristina Vieira de Arruda, a Ouvidora Municipal, após ela cobrar maior transparência na administração pública.

Juliana sempre se destacou por sua postura em buscar ética e clareza nas ações do governo, mas sua exoneração foi vista como uma retaliação por parte de Balabam e seus aliados. Esse tipo de atitude demonstra uma gestão autoritária, que prefere silenciar vozes que pedem por mais responsabilidade e honestidade.
Em fevereiro de 2025, a cidade foi abalada pelos vazamentos de áudios de uma reunião informal entre o secretário de Governo Alexandre Taques Lucena, conhecido como Alexandre do Bauxi, e outros membros do governo.
Nos áudios, eles se mostraram desdenhosos de várias figuras importantes da administração, incluindo a vice-prefeita Juliana Nunes e as secretárias Leila Buffon e Lucélia Almeida.

A falta de ação do prefeito, que não tomou providências após o escândalo, apenas reforça a imagem de uma administração sem controle, onde o desrespeito e a falta de profissionalismo estão à vista de todos.
Clique na imagem abaixo para ouvir os áudios.
O Festival de Praia das Embaúbas, programado para setembro de 2025, é mais um exemplo de como a gestão de Mariano Balabam prefere se concentrar em eventos que não resolvem os problemas reais da cidade.

Com altos cachês pagos a artistas nacionais, a administração ignora os talentos locais, que deveriam ser valorizados e promovidos.
O evento, que deveria ser uma celebração da cultura local, parece ser apenas uma tentativa de distração para encobrir a falta de ação efetiva nas áreas mais críticas da cidade, como educação, saúde e infraestrutura. Além disso, a falta de organização no evento já é evidente, com erros simples de comunicação, como a confusão no nome da cidade em um vídeo de divulgação com a cantora e dançarina Juliana Bonde, mostrando a falta de cuidado e atenção aos detalhes importantes.
A gestão de Mariano Balabam também é marcada por graves denúncias de nepotismo e tráfico de influência, formalmente apresentadas ao Ministério Público Estadual pelo Rosário Notícias. A denúncia, que inclui a contratação de familiares de vereadores e amigos de longa data do prefeito para cargos públicos em todos os escalões, foi acatada pelo MP e anexada a um inquérito em andamento. Entre as nomeações suspeitas estão Rivane Maria de Sá Nazário, esposa do vereador Tico Nazário, e Lucas Granada Godoes de Souza, filho da vereadora Angela Maria Godoes. Essas contratações levantam sérias dúvidas sobre a transparência e a legalidade dos processos seletivos no governo municipal.

O secretário de Governo Alexandre Taques Lucena tem sido acusado de exercer um poder excessivo dentro da prefeitura, interferindo nas decisões do prefeito, ao ponto de gerar comparações com o ministro do STF Alexandre de Moraes. E assim como Moraes é visto por muitos como quem realmente conduz decisões jurídicas no Superior Tribunal Federal, Alexandre do Bauxi tem demonstrado características semelhantes na administração municipal: concentração de poder, influência direta sobre decisões alheias, articulação estratégica de aliados e uma postura firme que intimida subordinados e colegas.

Enquanto Balabam parece apenas cumprir ordens, Alexandre do Bauxi atua como o verdadeiro gestor de fato, definindo rumos e impondo prioridades, mesmo que isso contrarie o interesse público.
A instabilidade política da Prefeitura de Rosário Oeste ficou mais evidente com o pedido de exoneração de Flávio Loureiro, que havia assumido a Secretaria Municipal de Finanças em 31 de julho de 2025.
Sua saída expôs conflitos internos envolvendo Alexandre do Bauxi e o casal Leila e Elton Buffon, além de uma rejeição ferrenha ao retorno do ex-secretário Roberto, ligado ao ex-prefeito Alex Berto.

Loureiro, que pretendia expandir a base política de Balabam e reaproximar aliados de Alex Berto, acabou desistindo diante das pressões internas, expondo a fragilidade da gestão. Poucos dias depois, Osnil Conrado da Costa, irmão da ex-vice-prefeita Tânia Conrado, foi nomeado Secretário Municipal de Fazenda e Finanças via Portaria nº 239/2025.

A mudança não apenas reacendeu disputas internas, como também reforçou a percepção de que interesses políticos e alianças pessoais têm precedência sobre as necessidades da população. No meio do turbilhão, aliados estratégicos e funcionários com informações sensíveis, como o assessor de imprensa Paulo Linhares, seguem com privilégios dentro do governo, independentemente de sua conduta.
A população também cobra promessas de campanha não cumpridas, como a construção de uma faculdade no município. Até o momento, não há sinais de que o projeto será realizado, deixando jovens e apoiadores frustrados. Internautas vêm cobrando soluções concretas, questionando se a gestão realmente está comprometida com as necessidades da população.
Outro ponto crítico é a venda da Fazenda Espinhal, promessa de campanha de Balabam para fortalecer a agricultura familiar através do projeto social “Sol na Nascente”. A Cooperativa Vale de Agricultura Familiar denunciou o abandono do projeto, que beneficiaria 78 famílias e segundo a cooperativa, o prefeito não providenciou a documentação necessária para viabilizar o projeto, travando o processo por mais de seis meses, e vendeu a fazenda sem aviso às famílias, descumprindo compromissos firmados publicamente, entre estes o direito de compra pela entidade.

Com oito meses à frente da gestão, o prefeito Mariano Balabam tem mostrado total incoerência em suas decisões. Entre exonerações de funcionários importantes, fechamento de unidades essenciais, favorecimento de aliados em detrimento da população, retirada de veículos essenciais da agricultura familiar e promessas não cumpridas, a administração tem se afastado cada vez mais dos interesses dos rosarienses. Mas, enquanto a cidade sofre com a falta de infraestrutura e serviços essenciais, a gestão de Balabam se perde em ações superficiais que não fazem diferença na vida das pessoas.

Mariano Balabam é um prefeito que prefere usar o poder para beneficiar seus aliados e familiares de secretários e alguns vereadores, ao invés de focar nas verdadeiras necessidades da população.
Sua gestão tem sido marcada por uma série de falhas administrativas, conflitos internos e favorecimento de interesses pessoais.

A população de Rosário Oeste merece mais do que esse tipo de governo, e é hora de cobrar ações concretas e responsáveis, especialmente em relação à faculdade prometida, à agricultura familiar, à transparência e à valorização dos agricultores que sustentam a economia do município.



