Transporte escolar em Rosário Oeste: Uma história de descaso, omissão e prejuízo aos alunos da zona rural

Redação
A novela do transporte escolar em Rosário Oeste ganhou novos capítulos, com a Educação como principal vítima e a população como espectadora perplexa. O início das aulas na zona rural, previsto para 3 de fevereiro, foi adiado para o dia 10, e a justificativa oficial: a “crise financeira” e a frota de ônibus sucateada. Mas por trás da cortina, uma série de fatos e contradições que merecem ser expostos.
A Prefeitura de Rosário Oeste, sob o comando do prefeito Mariano Balabam, parece ter adotado uma estratégia no mínimo controversa.
Uma fonte ligada à empresa Integração Transportes, responsável pelo transporte escolar, revelou que a empresa tentou insistentemente parcelar os débitos pendentes junto à Prefeitura, mas seus apelos foram ignorados. A resposta da Prefeitura? A judicialização da questão.
No último dia 7 de fevereiro, a Prefeitura notificou a Integração Transportes, alegando que a empresa não apresentou os veículos para o transporte escolar, e ameaçando-a com multas e restrições em futuras licitações. A alegação da empresa, de que os débitos de 2024 (que deveriam ter sido pagos em janeiro deste ano à pedido da equipe de transição) são o motivo da paralisação, foi ignorada.
Curiosamente, a Prefeitura tem utilizado um site local para divulgar informações sobre o caso, em vez de fazê-lo em seu site institucional, como seria de se esperar. Uma fonte interna da Prefeitura que está em cargo comissionado D.A.S Nível 1 revelou que este site local é chamado internamente de “Globo News Rosariense”, numa alusão à emissora de TV por assinatura que constantemente defende o Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando este é criticado pela oposição ou por algum outro veículo de comunicação.
Seria este um indício de que a Prefeitura estaria utilizando o site local para fins de propaganda, em vez de informar a população de forma transparente?

A situação se agrava quando lembramos que, no dia 31 de janeiro, a Prefeitura havia publicado no site institucional a informação sobre o adiamento do início das aulas na zona rural.
Na ocasião, o secretário de Educação, Vinícius Martins, justificou o adiamento pela “situação crítica” dos veículos do transporte escolar, “sucateados” e “sem condições de trafegabilidade”. Martins mencionou ainda a “grave crise financeira” do município, que impossibilitaria a manutenção dos veículos.
Diante deste cenário, algumas perguntas se impõem:
Por que a Prefeitura não aceitou o diálogo proposto pela empresa Integração Transportes, preferindo judicializar a questão?
Qual o motivo de a Prefeitura utilizar um site local para divulgar informações oficiais, em vez de seu site institucional?
A quem interessa a “crise financeira” do município? Seria uma forma de justificar a falta de investimentos na educação?
A quem cabe a responsabilidade pela situação precária dos ônibus escolares? Seria da gestão atual ou de gestões anteriores?
A população de Rosário Oeste merece respostas claras e transparentes. A educação de nossas crianças não pode ser moeda de troca em jogos políticos. É hora de a Prefeitura assumir suas responsabilidades e apresentar soluções concretas para garantir o transporte escolar de qualidade para todos os alunos do município.



